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title: "Auditoria de recuperação"
description: "A seção Agents → Audit: o que um agente buscou e abriu, se encontrou algo e onde estão seus pontos cegos — consultas que voltam vazias."
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# Auditoria de recuperação

O construtor de contexto decide o que é carregado em um agente logo de início. A auditoria é sua contraparte durante o próprio trabalho: mostra o que o agente de fato busca (`search` / `recall`) e abre (`get_note`), e se encontrou algo. Isso importa porque o modo de falha de memória predominante não é "o fato está faltando" — é uma falha de recuperação: a nota de que você precisa existe, mas a consulta nunca chega até ela. Sem observabilidade, cuidar da memória vira adivinhação.

A seção fica em **Agents → Audit**.

## O que vai para o registro

Cada chamada a uma ferramenta de leitura (`search`, `recall`, `get_note`) acrescenta uma linha ao registro: o que foi buscado (consulta, escopo, classe) e o que foi encontrado (os principais resultados com `noteId`, `title`, `score`, `class`, além da contagem de resultados). A captura acontece em segundo plano — não afeta nem a latência nem a correção da resposta devolvida ao agente.

As ferramentas de escrita (`create_note`, `remember_*`, `edit_note`) **não são registradas** na auditoria de recuperação — sua proveniência fica no [registro de revisões](/docs/concepts/versioning/). A auditoria é sobre leitura.

Cada linha também guarda o **nome do agente** — o nome amigável do token ou aplicativo (por exemplo, uma CLI ou o Claude), capturado enquanto o token está vivo. Assim a linha lembra para sempre qual agente fez a consulta.

## Pontos cegos

O principal sinal da auditoria são as **consultas recorrentes que voltam vazias**. Uma única busca vazia é normal (o agente testou uma hipótese). Mas uma consulta que não encontra nada **vez após vez** é um ponto cego: o agente precisa de um fato que não está na memória, ou de um que está arquivado sob um título infeliz. Isso aponta diretamente para o que adicionar ou como reformular.

A interface condensa tudo isso em dois painéis:

- **Blind spots** — consultas recorrentes sem resultado (limite: duas ou mais sem retorno), destacadas em amarelo/âmbar.
- **Frequent** — as consultas mais comuns.

Além disso, um feed de histórico (mais recentes no topo) com um filtro por ferramenta (All / Search / Recall / Open): o ícone da ferramenta, a própria consulta, o nome do agente, o rótulo de classe/categoria, o projeto (só quando há restrição de escopo), a contagem de resultados e o horário. Ao expandir uma linha, aparecem os resultados que ela encontrou — são clicáveis e levam direto às notas.

> [!note] Resultados vazios
> A auditoria captura de forma confiável exatamente o caso de resultado vazio. O caso "existe algo relevante, mas não entrou nos principais resultados" exige rodar a consulta contra a memória — esse é um sinal separado e mais sutil, que a auditoria não revela.

## Privacidade e alcance

O registro é visível apenas para o proprietário: você vê a recuperação feita pelos seus próprios agentes, vinculada ao seu nome de usuário. Como quem visualiza é o proprietário, o nome do seu agente é exibido sem redação. A auditoria abrange todos os seus espaços de uma vez — uma linha não tem um único espaço de origem.

> [!info] Quando a recuperação não é registrada
> A auditoria fica armazenada no banco de metadados. Um host sem banco de metadados (por exemplo, o modo `none` sem banco) não registra a recuperação — a seção simplesmente permanece vazia, sem erro.

## A seguir

- [Conjuntos de contexto e fixações](/docs/agents/context-pins/) — o que é carregado logo de início; a auditoria mostra o que é puxado sob demanda.
- [Memória do agente](/docs/agents/memory/) — o que exatamente `search` e `recall` procuram.
- [Segurança e visibilidade](/docs/agents/security/) — por que os registros de leitura são visíveis apenas para o proprietário.
